Todo mundo quer “ter mais dinheiro”. Mas quase ninguém se pergunta para quê. E é exatamente aí que as finanças pessoais se distanciam da vida real.
Em coaching, usamos um instrumento simples e poderoso chamado Roda da Vida, um círculo dividido em áreas como saúde, relacionamentos, trabalho, lazer, espiritualidade e finanças. O exercício convida a pessoa a refletir: “Se a vida fosse uma roda, o quanto ela rodaria de forma equilibrada?”
A surpresa é quase sempre a mesma: quem coloca nota alta em finanças muitas vezes tem notas baixas em tempo livre, energia ou relacionamentos. E quem foca apenas em “equilibrar a roda” esquecendo o eixo financeiro, acaba preso num ciclo de frustração silenciosa.
Quando o dinheiro compra tempo e não coisas
O erro comum é dar valor demais ao dinheiro e valor de menos ao tempo que ele pode liberar. Dinheiro é, antes de tudo, instrumento de autonomia. Ele compra o tempo necessário para você estar com quem ama, aprender o que quiser, ou simplesmente ter a liberdade de dizer “não” quando o mundo grita “sim”.
Por isso, a verdadeira meta financeira não é ter mais, é precisar de menos para viver melhor. Quem entende isso começa a mudar o eixo da roda da vida: o dinheiro passa a girar a favor da felicidade, não o contrário.
O ponto de interseção entre coaching, finanças e felicidade
O coaching entra como catalisador dessa consciência. Ele ajuda a transformar o “quero ganhar mais” em “quero viver melhor”, e o “preciso correr” em “preciso escolher”.
Quando alinhamos valores, propósito e plano financeiro, deixamos de viver no modo automático. A planilha passa a ter alma. Os investimentos passam a ter propósito. E o tempo — esse ativo que não volta (ainda) — ganha protagonismo.
O que muda na prática
Um bom exercício de coaching financeiro não começa com perguntas sobre taxa de retorno, mas com algo bem mais humano:
“Se sua vida fosse perfeita, como seria um dia comum nela?”
A partir dessa resposta, tudo muda:
- as metas financeiras se tornam instrumentos de propósito;
- a Roda da Vida revela onde o dinheiro está sendo usado para tapar buracos emocionais;
- e a pessoa descobre que felicidade é um fluxo de escolhas conscientes, não um saldo bancário.
Conclusão
Dinheiro compra o tempo necessário para construir a vida que vale a pena. Mas só quem sabe o que quer fazer com esse tempo consegue ser realmente rico, em um sentido mais amplo.
E talvez seja esse o verdadeiro papel das finanças: dar liberdade agora para viver com intenção, propósito e equilíbrio.
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