O Open Finance é a arquitetura regulada que permite ao cliente autorizar o compartilhamento de seus próprios dados financeiros entre instituições participantes. O Banco Central consolidou o modelo “Open Finance” em 2022, como evolução do open banking, e mantém a página oficial com conceitos, normas e atualizações. (Banco Central do Brasil)
Em 28/29 de setembro de 2023 começou a etapa de Open Investment, que habilitou o compartilhamento de dados de investimentos como CDB, LCI/LCA, CRI/CRA, debêntures, Tesouro Direto, fundos, ações e ETFs, sempre mediante consentimento do cliente. (Poder360)
Não existe aplicativo central do governo para isso. O processo ocorre dentro dos apps ou web das instituições participantes, com consentimento, autenticação e confirmação. (openfinancebrasil.org.br)
Participam bancos, cooperativas, instituições de pagamento e fintechs autorizadas, com participação obrigatória ou voluntária conforme o modelo regulatório. Isso significa que você pode usar um banco, uma corretora ou até uma fintech participante para consolidar seus dados. (openfinancebrasil.org.br)
Em 2023 o BC simplificou a renovação de consentimentos e permitiu prazos maiores do que o limite anterior de 12 meses; em 2024 houve comunicações de mercado apontando possibilidade de consentimento por tempo indeterminado, a depender da política da instituição. Em qualquer cenário, o cliente segue podendo revogar a qualquer momento. (Agência Gov)
Como usar na prática: passo a passo do zero
- Escolha a instituição que vai “receber” seus dados Pode ser seu banco principal, sua corretora ou uma fintech participante que ofereça visão consolidada. Verifique a lista de participantes oficiais e, se preferir, opte por quem já tem histórico sólido em Open Finance. (openfinancebrasil.org.br)
- Entre no app ou internet banking e procure “Open Finance” Dentro do menu, você verá a área para “trazer meus dados” ou “compartilhar dados”. A nomenclatura muda por instituição, mas a jornada é padronizada pelo ecossistema. Exemplo público: no app do Banco do Brasil o caminho inclui “Open Finance” > “Central Open Finance” > “Trazer meus dados”. (Banco do Brasil)
- Selecione a instituição “remetente” e o escopo Você escolhe de onde os dados virão e o que será compartilhado. Para Open Investment, os itens incluem produtos como CDB, fundos, ações, entre outros. (Poder360)
- Defina o prazo de validade do consentimento Algumas instituições oferecem prazos superiores a 12 meses. Você continua no controle para renovar, reduzir ou revogar quando quiser. (Agência Gov)
- Autentique-se na instituição “remetente” e confirme A jornada exige consentimento, autenticação e confirmação. Sem esses três passos, não há trânsito de dados. (openfinancebrasil.org.br)
- Visualize a consolidação Concluída a autorização, a instituição “receptora” passa a exibir a sua carteira agregada, permitindo relatórios, análises e eventualmente ofertas personalizadas, sempre dentro das regras do ecossistema. (openfinancebrasil.org.br)
Observação importante: você não “envia um arquivo” nem “faz upload manual”. O fluxo é via APIs padronizadas, com trilha de consentimento e trilhas de auditoria. (openfinancebrasil.org.br)
Dá para usar sem um banco?
Sim, desde que a fintech seja participante do Open Finance como receptora de dados. O site oficial mantém a relação de participantes e o modelo de participação (obrigatórios e voluntários). Se a fintech que você gosta estiver lá, você pode centralizar por ela. (openfinancebrasil.org.br)
O que já está valendo hoje
• Compartilhamento de dados de investimentos entre instituições participantes, mediante consentimento, para consolidar carteira e habilitar serviços mais aderentes. (Poder360) • Jornada padronizada sem app centralizado, com consentimento, autenticação e confirmação, e possibilidade de revogar a qualquer momento. (openfinancebrasil.org.br) • Participação ampliada de bancos, corretoras, cooperativas e fintechs autorizadas, atualizada publicamente. (openfinancebrasil.org.br) • Regras de consentimento com prazos mais flexíveis do que o limite histórico de 12 meses, com renovações simplificadas. (Agência Gov)
Ganhos reais quando bem usado
Clareza de portfólio. A visão consolidada reduz ruído e melhora a leitura de risco e liquidez. Melhor curadoria. Mais dados sob seu consentimento permitem recomendações mais aderentes e comparações de custo. Mais competição. Instituições disputam você com serviço e preço, não apenas relacionamento. Você no comando. Consentimento, duração e escopo são definidos por você. (Banco Central do Brasil)
Riscos e limitações que exigem atenção
Superfície de ataque maior. Mais interconexão gera mais pontos potenciais de falha, ainda que sob protocolos robustos. Viés comercial. “Oferta personalizada” pode priorizar margem da instituição. Continue comparando. Dependência de plataforma. Centralizar tudo em um único app é conveniente, mas cria ponto único de falha. Consentimento ingênuo. Leia o escopo, a finalidade e o prazo. Revogue se algo não fizer sentido. (openfinancebrasil.org.br)
Boas práticas para usar bem
Planeje o objetivo do consentimento antes de autorizar: diagnóstico, auditoria de custos, consolidação recorrente. Considere começar com prazo curto, testar a qualidade da consolidação e só então ampliar a janela. (Agência Gov) Revise periodicamente quem tem acesso e por quê. Prefira instituições com transparência clara sobre escopo, prazo e revogação. Mantenha duplo fator de autenticação e higiene digital básica. Use a lista oficial de participantes para checar se o “agregador” escolhido está regular. (openfinancebrasil.org.br)
O que ainda tende a evoluir
O ecossistema segue em aprimoramento contínuo, com ajustes de experiência do cliente, governança técnica e adesão de participantes. A comunicação oficial registra marcos e métricas de adoção, reforçando que é uma infraestrutura em evolução, não um produto único. (Banco Central do Brasil)
Conclusão
Open Investment não é um passe de mágica. É um meio regulado para transformar dados em decisão. Use com método: objetivo claro, escopo minimamente necessário, prazo sob seu controle, revisão periódica e olhar crítico para ofertas “personalizadas”. A tecnologia entrega valor quando você mantém as rédeas do consentimento.
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